sábado, 22 de outubro de 2016

Condicionando o consciente

Carl Gustav Jung, o psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica, disse: “Todos nós nascemos originais e morremos cópias.” 

Estudiosos, filósofos, espiritualistas ou não, dizem que chegamos a esse mundo já sabendo o que viemos fazer aqui. Escolhemos nossos pais, nossa familia, nossa casa, e, principalmente, nossos desafios. Se viemos a esse mundo aprender e evoluir, não há como crescer sem enfrentar desafios. Você já deve ter ouvido falar que ninguém pode carregar a cruz maior do que pode aguentar, ou receber uma tarefa que não seja capaz de cumprir.

Pena que não nos lembramos de nada. Seria bem mais fácil se todos nós nascessemos sabendo o que viermos fazer aqui, principalmente na hora de escolhermos nossa profissão. Mas devido a inúmeras condições impostas ao consciente, você pode ter sido influenciado, inclusive na escolha de sua carreira. Você fez várias escolhas que te trouxeram até aqui. Quando na verdade tanto eu como você deveriamos ter prestado mais atenção aos nossos inconscientes. 

Dentro da barriga de nossas mães somos guiados exclusivamente por nossos inconscientes até o terceiro mês de gestação. O nosso inconsciente traz todas as informações sobre o que viemos fazer nesse mundo. A partir do terceiro mês de gestação, ele deixa de controlar nossa mente para que todas as lembranças que carregamos sejam apagadas e nosso consciente possa começar a ser formado. E então a novela começa a ficar interessante.

Nosso consciente começa a ser formado, começamos a assimilar ideias novas que a nós são passadas de acordo com os valores e as regras da sociedade, conceitos que acabam inibindo cada vez mais nossos inconscientes. Acumulamos traumas, medos, desilusões. Experimentamos sentimentos de raiva, tristeza e até mesmo alegria, causando frustrações, estados depressivos e enfermidades.

E desde que o mundo é mundo a maioria de nós nunca procurou saber das razões de acreditar. Acredita porque ouviu falar e assim vive e sofre com o seu drama da dúvida. A incerteza sobre uma realidade é a responsável por tantos desequilibrios emocionais. Sofrer é viver somente do consciente. 


A Pictoterapia é uma Psicoterapia que usa técnicas pictográficas com criações mentais de estimulos através de imagens, para o ajuste do campo energético, o equilibrio do inconsciente e o controle do emocional. O professor Alcides Cacini, criador da Pictoterapia, escreveu que: “o consciente é uma janela aberta às imposições de ideias, de condicionamentos alheios, de retalhos de imagens”. E para quem busca a felicidade, equilíbrio emocional é a chave para uma mente saudável, um corpo sem enfermidades e uma vida sem lamentações.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Qual o seu papel na longa novela da vida?



Provavelmente você, assim como eu, está ou já pensou estar na busca pela felicidade. Na minha busca pessoal pela felicidade descobri que ser feliz significa simplesmente viver bem consigo mesmo, amar-se incondicionalmente, sem ter nenhum comportamento que seja desaprovado por mim mesmo, independente do que os outros vão pensar ou de como vão reagir em relação às minhas ações.

Mas o que acontece é que, desde sempre, as pessoas se preocupam muito mais com as atitudes dos outros do que com suas próprias atitudes, com a reação dos outros em relação às suas atitudes. Se preocupam muito mais com a maneira com que os outros estão agindo, criticando fulano, julgando ciclano. Se preocupam com o que os outros vão pensar da maneira como elas estão agindo, como os outros vão julgá-las.

Nossa vida pode ser comparada a uma novela. Uma novela onde todos querem ser adorados e admirados pela audiência. As pessoas ficam preocupadas com suas imagens, com o que os outros vão falar se tomarem certa ação, se disserem certa frase ou até mesmo se usarem certa roupa. Mas além de desempenharem seus papéis nessa novela, o que já é dificil, muitos querem também ser o diretor da novela. São milhões ou bilhões de diretores que querem externar suas opiniões e críticas sobre a atuação de cada personagem que faz parte da longa novela da vida.

Nós normalmente criamos expectativas sobre o que as outras pessoas farão diante das diversas situações pelas quais passamos. Exigimos atitudes diferentes das pessoas, esperando que elas ajam da forma que pensamos ser adequada para cada situação. Criamos expectativas que muitas vezes não são correspondidas e isso nos abala em uma proporção enorme.

Temos que entender que nessa novela o melhor para nós é exercer somente o papel de nossa personagem, procurando agir da melhor forma possivel. Devemos respeitar as limitações das outras pessoas, entender nossas próprias limitações e o processo necessário para nosso crescimento, sem nos preocuparmos com a opinião da audiência.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Retomando o trabalho e re-adaptando a uma nova rotina

Após um tempo em silêncio já estou me preparando para retomar o trabalho, iniciando agora uma nova rotina com diversos projetos que aos poucos vão saindo do papel.

E nada melhor do que recomeçar por onde tudo começou. Está confirmada minha participação na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 26/Agosto a 04/Setembro de 2016 no Pavilhão de Exposições do Anhembi. 

Jonas Dante-Vigo estará a venda no estande N 38 da PerSe, a plataforma web de publicação para autores independentes. Espero ver você lá!

http://goo.gl/tcT3MZ

sexta-feira, 8 de maio de 2015

...AINDA SOBRE A RAZÃO DE ESTARMOS AQUI

Recentemente, encontrei um texto na internet que nos faz refletir exatamente sobre o que mais deveríamos valorizar durante nossa existência nesse mundo: "Ah o homem pensa que sabe tudo, pensas que estás sozinho no universo, apega-se a vida material e esqueces de que não levarás nada daqui no mundo celestial e preocupas com coisas que não importa, ah se o homem soubesse que a missão mais simples que lhe cabe é a felicidade e a prática do bem...".  Clique aqui para ler o texto na íntegra. 

Esse texto foi escrito por Thiago Pereira de Brito, um paulistano que nasceu prematuro, perdeu o irmão gêmeo com poucos dias de vida, assim como grande parte da visão enquanto os médicos tentavam ajudá-lo a ganhar peso.  O excesso de oxigenação queimou o globo ocular de sua visão direita e também afetou, consideravelmente, seu olho esquerdo, do qual enxerga aproximadamente trinta por cento. 

Ao invés de desistir, lamentar, culpar os outros por sua situação ou procurar um caminho mais fácil e confortável para sua vida, Thiago optou por enfrentar tudo de frente e realizar seus desejos e sonhos, como uma pessoa normal. Hoje, Thiago trabalha como analista de suporte a redes para uma grande empresa, é formado em ciências da computação e escreve frequentemente em seu blog, onde compartilha sua inspirada, e às vezes polêmica, visão sobre notícias do cotidiano.

Poucos fariam a mesma escolha que Thiago um dia fez. Infelizmente, ainda há muitos que acham mais fácil reclamar, pedir, culpar outros por seus desgostos, suas decepções, suas desilusões, exigir que outros "entreguem de mão beijada" o que eles não conseguem conquistar com suas próprias mãos.  Tudo fruto de uma vida complicada, guiada exclusivamente pelo consciente limitado, pelo materialismo ou por conceitos e valores complexos, com preocupações inúteis e irrelevantes.

Poucos são aqueles que, ao longo de suas vidas, saem da amargura para viverem no entusiasmo e na felicidade. Pode parecer complicado, e realmente não é fácil, encarar a vida em sua verdadeira essência.  Isso requer, entre outras coisas, muita coragem e equilíbrio para que você possa ser você mesmo, independente da opinião dos outros, realizando seus desejos e sonhos, sempre na simples prática do bem.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

QUAL A RAZÃO DE ESTARMOS AQUI...



Quem algum dia não parou tudo o que estava fazendo e, olhando fixamente para o nada, indagou a si mesmo: "como eu vim parar aqui?". Mas ainda mais importante do que saber de onde viemos, é entender porque viemos...

Logo após nosso nascimento, começamos a esquecer a verdadeira razão de estarmos aqui. Até o final de nossa primeira infância, qualquer resquício que sobra em nosso inconsciente sobre vidas passadas, será completamente eliminado de nossa memória por nosso próprio consciente, que vai sendo alimentado por valores e conceitos impostos pela família e pela sociedade, de acordo com o que todos consideram ser certo ou errado. 

Essa é a trajetória da maioria das pessoas, até o fim dos nossos dias nesse mundo para onde viemos e onde por tanto tempo viveremos, sem entendermos ou lembrarmos a verdadeira razão de estarmos aqui. Aliás, muitos de nós, durante esta passagem longa ou curta, nem se preocuparão em parar para pensar no que realmente deveriam estar fazendo com suas vidas. Ao menos, até o último segundo antes de nossa partida.

Em um texto da série "Diálogo com o Mestre", Paulo Coelho escreveu: “O nosso coração sabe porque estamos aqui. Quem escutar o coração, seguir os sinais e viver sua Lenda Pessoal, vai entender que está participando de algo, mesmo que não compreenda racionalmente. Diz a tradição que, no segundo antes da nossa morte, a gente se dá conta da verdadeira razão da existência...".  

Ou seja, somente então, quem não escutar seu coração, ou seu inconsciente, obterá, talvez, as respostas para questões como:  

O que deveríamos ter valorizado mais durante nossa passagem pela Terra? Nossa posição social, nossas posses e bens? Ou nossos próprios desejos e sonhos, nossos inconscientes? 

O que deveríamos ter respeitado mais? Os valores, costumes e conceitos da sociedade, os os mais poderosos, os mais velhos e experientes, os mais ricos? Ou nossos próprios desejos e sonhos, nossos inconscientes?

O que deveríamos ter aprendido mais? A pedir ao invés de conquistar, a conseguir as coisas de maneira fácil, a passar a perna nos outros, a mentir, a fingir, a tirar proveito? Ou a batalhar sempre por nossos desejos e sonhos, escutando com mais atenção as vozes dos nossos inconscientes? 

O que deveríamos ter realizado mais? Os desejos de nossos pais, o plano de vida que a sociedade dita, o plano de carreira que alguém disse um dia ser bom para você ganhar mais dinheiro, ter um trabalho bom, progredir na hierarquia de uma grande empresa? Ou os nossos próprios sonhos e desejos, escutando com mais atenção as vozes dos nossos inconscientes? 

Carl Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica, já dizia no inicio do século 20 que "sonhos são realizações de desejos ocultos e são ferramenta que busca equilíbrio pela compensação. É o meio de comunicação do inconsciente com o consciente."